LEI No 10.098, DE 19 DE DEZEMBRO DE 2000.

  • MESMO PESO, MESMA MEDIDA!

    Capacidades iguais? Mundos iguais? Objetivos iguais? Nem sempre, mas mesmo assim, aqueles que julgamos deficientes, superam seus limites, mesmo inacessível em Parques, igrejas, teatros, escolas e nos grandes centros de nossas cidades. Ainda assim se divertem, tem suas crenças, vão ao teatro muitas vezes como atores, estudam e se formam, trabalham e fazem compras sem problemas. E tudo isso é admirável, não porque são incapazes, mas sim pela grande capacidade!

  • CUIDADO! IGNORÂNCIA NÃO É DEFICIÊNCIA.

    Respeite a vaga para deficientes, pois seus direitos são garantidos por lei. Não cometa a ignorância de desrespeita- la.

  • SEM LIMITES!

    Capaz de tudo, o deficiente supera suas dificuldades nos esportes, no seu dia a dia, na vida. "Deficientes" estes que se juntam com pessoas "sem deficiências" com um belo tom de igualdade.

Notícias Acessivel

25. Mai, 2015

Reportagem exibida pelo site G1.com

Pessoas com deficiências físicas reclamam da falta de acessibilidade em várias cidades de Goiás. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o estado tem 376 mil pessoas com deficiência motora. Eles enfrentam, diariamente, problemas em ruas e calçadas, nos ônibus de transporte coletivo, em banheiros públicos, rodoviárias e até em universidades.
Uma das situações mais complicadas para cadeirantes, por exemplo, é o tráfego em calçadas em péssimas situações e com obstáculos. “Essa questão da calçada, do rebaixamento da calçada, é um ponto realmente marcante e de grande dificuldade para o pessoal com deficiência, onde realmente ele tem tolhido todo o seu direito de ir e vir”, destaca o vice-presidente da Associação dos Deficientes Físicos de Goiás (Adfego), André Jonas.
Morador de Anápolis, a 55 km de Goiânia, o cadeirante Jailton Ferreira aponta problemas também com a conduta de motoristas. “A maior dificuldade é o desrespeito dos motoristas. Não param nas faixas para a gente atravessar, a gente está sinalizando e eles não param, e estacionam nas esquinas onde existem as rampas”, diz.
Ele também reclama da pouca quantidade de rampas. “As rampas já são poucas, não são todas as esquinas que têm e nas que têm geralmente tem carro parado atrapalhando. Falta educação, fiscalização, falta punição”.
A Prefeitura de Anápolis garante que a construção das novas rampas vai ocorrer nos próximos meses.

Veja a reportagem completa.
http://g1.globo.com/goias/noticia/2015/05/deficientes-reclamam-de-falta-de-acessibilidade-em-cidades-de-goias.html?fb_ref=Default

  • MEU AMIGO ESPECIAL É DIFERENTE.

    Agatha Luíza é uma menina sem deficiências que tem como seu melhor amigo Pablo que é deficiente físico.
    " Esse é o meu melhor amigo porque pra mim ele é muito especial" disse Agatha.

  • MEU AMIGO ESPECIAL É DIFERENTE.

    Beatriz Nogueira Batista também sem deficiências falou sobre seu amigo Pablo Henrique. " Eu acho ele especial, porque ele tem vezes que pensa diferente de nós. Só por isso mesmo" disse Beatriz.

  • MEU AMIGO ESPECIAL É DIFERENTE.

    Sophia também sem deficiência tem em comum a amizade por Pablo. " O Pablo é legal, amigão e da conselhos as pessoas" disse Sophia.

Onde tudo começa!

Trabalho realizado pelas alunas do curso de Pedagogia da Faculdade Anhanguera.

 


POLO ANÁPOLIS CURSO: APRENDIZAGEM E DESENVOLVIMENTO SOCIAL DA CRIANÇA, INTRODUÇÃO À EDUCAÇÃO E DIREITOS HUMANOS

 


ALUNAS:
ADRIANA REGINA RODRIGUES MENEZES
RA: 9519392222

ANA MARTINS SIMÕES TAVARES
RA: 9653531820

ELDA MARIA DOS SANTOS OLIVEIRA
RA: 8363807630

ELI SEBASTIANA DE OLIVEIRA SOUZA
RA: 8519879074

MARIA DE LOURDES DA COSTA
RA: 9573418100

SIRLENE OLIMPIO DA SILVA
RA: 9513386294


TUTOR (A): DANIELE RIBEIRO DE OLIVEIRA


ANÁPOLIS
25/06/2015

INTRODUÇÃO

 

Este trabalho tem a finalidade de refletir a respeito da inclusão social. Tratamos aqui de deficientes físico: cadeirante. Através de pesquisas e trabalho de campo, podemos afirmar que o processo de exclusão, historicamente infligido às pessoas com deficiência, pode ser amenizado através de responsabilidade política, solidariedade e especialmente, pela conscientização acerca das potencialidades desses indivíduos. Para tanto, várias leis foram criadas visando à inclusão dos cidadãos com deficiência, nas escolas e nos âmbitos econômicos apaziguando assim um pouco de tantos anos de discriminação.
A escola inclusiva é aquela, que se organiza para atender alunos não apenas os ditos “normais”, mas também os portadores de deficiências, a começar por seu próprio espaço físico e acomodações. Salas de aula, bibliotecas, pátio, banheiros, corredores e outros ambientes que por lei são elaborados e adaptados em função de todos os alunos de forma geral.

 

DESENVOLVIMENTO

 

Como acolher o aluno com necessidades especiais se não se consegue lidar saudavelmente com as diferenças inerentes à própria existência humana? Podemos definir Inclusão Escolar quando a mesma não faz distinção entre seres humanos, não seleciona ou diferencia pessoas, através do exterior com valores como “perfeitos e não perfeitos”, “normais e anormais”. Convive e ensina qualquer aluno que dela faça parte, independentemente deste ser ou não portador de necessidades especiais, apenas julga que ele tenha condição de conhecer, aprender, viver e ser, num ambiente livre de preconceitos que estimule suas potencialidades e a formação de uma consciência crítica e livre de decepções sociais. Inclusão não pode significar adequação ou normatização, tendo em vista um encaixar de alunos numa maioria considerada “privilegiada”, mas uma conduta que possibilite o “fazer parte”, um conviver que respeite as diferenças e não que tente anulá-las. A escola inclusiva deve ser aberta, eficiente, democrática, solidária e, com certeza, um lugar onde todos os aprendizes tenham espaço e liberdade para crescer e também ensinar uns aos outros cada um com suas habilidades, conhecimentos e sentimentos adquiridos em outros âmbitos de convivências.
Nossa experiência começa na entrada da escola. Fomos bem recebidos e vimos que por toda a escola havia sinais de adaptações na entrada foi retirada a escada e construída uma rampa; mais a frente um pátio muito bem calçado e plano; as portas largas que com certeza não proporciona dificuldades aos cadeirantes ou a nenhum outro aluno; o banheiro com corrimão de segurança e espaço suficiente e cômodo ao cadeirante.
A coordenadora sempre sorridente nos contou das travessuras de nosso foco, o menino Pablo Menezes que com apenas 8 anos canta e toca violino muito bem. É muito bom em matemática e se dá bem com todos os funcionários sendo assim o xodozinho da escola.
Ao entrarmos na sala fomos recebidas pela professora que estava a fazer correção das tarefas diárias de casa. Pablo chama atenção dos colegas por não nos cumprimentar. Então todos nos cumprimentam. Conversamos com eles sobre ser diferente, propomos a atividade de desenho e do relato com o tema: Meu amigo diferente é especial" e foram receptivos, mas não surpresos, isso se deve ao bom trabalho da professora em questão. Animados cumpriram as atividades que propomos os desenhos não foram muito bons, mas os relatos sim. Os alunos estão conscientizados sobre as diferenças e nos relataram que ele é o melhor amigo, um bom amigo porque aconselha, chama atenção quando preciso e sabe brincar, tocar e cantar. Um dos alunos disse: " Aqui todo mundo cuida de todo mundo e assim ficamos protegidos." Isto foi a certeza de que a inclusão não é apenas um sonho, mas uma realidade que deve se constante nas escolas.
Entrevistamos a professora de Pablo, e as respostas foram satisfatórias. Os questionamentos e respostas ao mesmo foram os seguintes:

01. Você encontrou um ambiente receptivo do seu trabalho quanto chegou na unidade escolar? E os pais fizeram relatos que te ajudaram a desenvolver seu trabalho?
R: Sim quanto ambiente de trabalho. E sim quanto aos relatos dos pais de Pablo, que me ajudou muito e me transmitiu mais segurança quanto ao lidar com ele. Tudo isso também era novo para mim.

02. A infraestrutura da unidade de educação em que você atua é adequada?
R: A estrutura da unidade escolar na qual eu trabalho foi adaptada para receber crianças com habilidades especiais, como rampas de acesso, banheiros de acessibilidade saídas de emergência e um amplo material pedagógico.

03. Você recebe cursos ou palestras que te ajudaram a desenvolver seu trabalho?
R: Não há cursos, apenas palestras e seminários para um bom desenvolvimento no trabalho.

04. De que forma você vê o seu trabalho com a criança em relação a socialização com a turma?
R: Excelente, na medida do possível incluo em todas as atividades e os alunos gostam muito dele.

 

05. Qual o maior desafio que você enfrentou para fazer o seu trabalho?
R: O desafio maior foi o de explicar para as crianças sobre o receio de aproximação com relação as outras crianças deficientes.

06. Como é a empatia entre você e a criança que você acompanha?
R: Temos um relacionamento uns com os outros. Gosto muito das crianças, elas me passam segurança no que eu faço. Elas ficam bem quando estão comigo e ficam extrovertidas e com isso me sinto bem no que faço.

07. Como você lida com a família da criança? Eles cobram de você algo que não é do seu exercício?
R: Vamos sempre conversando, delegando funções e mostrando também o papel da família (afinal a maior parte do tempo a criança fica no seio familiar) e a importância da parceria da escola e família.

08. Os pais sempre estão cobrando a atenção para o aluno deficiente? Como você lida com isso?
R: Sempre. A mãe é presente: cobra, exige e vai atrás dos direitos, mas também cumpre seus deveres muito bem.

09. A unidade relata de forma clara o seu trabalho para a família? Com que frequência?
R: Sempre. Como a mãe está todos os dias na entrada e saída, o contato é frequente e ajuda mútua

10. A criança que você trabalha se sente menosprezada por sua deficiência? Já sofreu alguma descriminação direta e declarada?
R: De certa forma ela se sente assim com o decorrer do tempo de convivência com os colegas, que ficam receosos em se aproximar por medo e, por inúmeras vezes, preconceito. No início, mas aos poucos foram se adaptando e hoje a diferença não parece tão grande aos olhos deles.

 

CONSIDERAÇÕES FINAIS


A Inclusão Escolar depende antes de tudo, de um reconhecimento humilde por parte da Escola e da Sociedade, da qual aquela faz parte, da necessidade de se educarem a si mesmas para lidar com a diferença, antes de criarem técnicas, estratégias ou métodos.
"As escolas têm que esquecer a ideia de que o aluno tem que se adaptar a ela. Pelo contrário, elas devem tornar-se o meio mais favorável para o aluno, dando-lhe recursos para enfrentar desafios''. (Cláudia Werneck)
A escola inclusiva deve ser a solução para as pessoas com necessidades educativas especiais, uma vez que é a escola a responsável por formar o cidadão ''e a ele deve ser dada a oportunidade de obter e manter um nível aceitável de conhecimentos'' (Declaração de Salamanca, 1994). Portanto a proposta pedagógica precisa buscar alternativas que possibilitem preparar estas pessoas para exercer sua cidadania com dignidade, bem como ''sua inserção no mercado de trabalho'' (art. 2º - LDBEN).
Uma escola inclusiva deve ser o protótipo da escola de qualidade. E, como afirma a educadora Guiomar Namo de Mello, ''escola de qualidade é aquela na qual todos entram e todos aprendem''.

 

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

www.elisabethsalgadoencontrandovoce.com/inclusao_escolar.
www.bengalalegal.com/blog/?p=32
www.brasilescola.com/educacao/inclusao-social.htm
http://www.mundojovem.com.br/
www.pro-inclusao.org.br/textos.html
Ministério da Educação. Conselho Nacional de Educação. Resolução CNE/CEB nº 05, de 17 de dezembro de 2009. Fixa as Diretrizes Curriculares para a Educação Infantil.
Diário Oficial da União, Brasília, 18 dez. 2009. CAMPOS, M. M., ROSEMBERG, F. e FERREIRA, I. M. Creches e pré-escolas no Brasil.